CAP.01

CAPITULO I

 

Bom, como já é de seu conhecimento, eu sou toda a tristeza deste mundo. Sou o filho mas velho das emoções, que é meu pai, com as estrelas, minha mãe.

Vou contar-lhes como minha mãe conheceu meu pai e como enfim eu nasci:

Pelos relatos que as estrelas contam, aquele que representa as emoções, tanto humanas quanto divinas, era o ser divino com uma beleza rustica e impenetrante; filho da regra e da devoção, nasceu com o dom de ditar sobre quaquer tipo de emotividade, podendo aflorara ou inibila a seu bel prazer. No geral ele é controlado, só houve uma vez que seu poder divinal saiu do controle, mas isso é outra história;

Minha mãe, a representante de todas as estrelas, nasceu com uma aurea tão brilhante que nunca se podia ver seu rosto, mas cá entre nós, minha mãe é a deusa mais bela do panteão. Vou descreve-la: por de tras da glória, seus olhos eram da cor do chocolate, tão denso, que dava vontade de consumi-los, seus cabelos faziam curvas e pareciam nunca acabar, eram de uma cor tão intensa, brilhante, que muitos de meus primos divinos e mortais quiseram seus cabelos para fazerem armas ou instrumentos musicais e, esses itens confeccionados nunca foram destruidos antes, pois são indestrutiveis. Sua pele era tão branca que só seus olhos ressaltavam.

Esse são mês pais, mas como eles se conheceram? Vou contar:

Dizem , que na noite mais escura, uma luz desceu dos céus, só para se banhar sob o luar. Foi ai que o senhor das emoções viu a estrela mais brilhante sem sua glória, e, consequentemente se apaixonou.

Minha mãe pediu ao meu avô a benção para se casar com meu pai; mas meu avô, o atemporal, não permitiu essa união.

A estrela mais brilhante chorou sob os pés de meu pai e, ele criou coragem para enfrentar um dos principes herdeiros do deus que controla o universo.

Papai tentou influenciar as emoções de meu avô, mas sendo atemporal, não sofre nenhuma influencia. Minha mãe ficou tão triste e abalada que meu pai pode sentir essa profunda tristeza… foi ai que eu nasci: a noite se tornou negra e o choro de minha mãe varreu a terra com lagrimas de tristeza e meu pai recolheu cada uma delas, formando as gotas salgadas de lamento em um bebê.

Eu nasci com os cabelos dourados de minha mãe, seu olhos achocolatados e leitosos, praticamente uma cópia, só uma coisa me difere dela; todos que me olham, logo se deprimem e desejam morrer.

Não nasci da maneira tradicional, como puderam ver. Nasci da união de pensamentos de meus pais.

Bom, meu avô soube de mim, mas não me destruiu. Ele deixou-me ficar com mamãe, para ela poder lembrar do grande buraco que existe em seu coração, por não poder se casar com aquele que rege as emoções.

Ela foi trancafiada junto comigo na torre mais alta dos céus. Por eu representar a tristeza eterna, minha presença constante faz com que pessoas e deuses se percam numa profunda depressão. Mas, por mais incrível que pareça, meus pais eram os unicos que eu não podia interferir.

Mais tarde naquela mesmo dia, eu soube que meu pai invadiu o Castelo Norte (depois eu explico melhor), e tirou minha mãe de sua prisão.

Eles fugiram para densa floresta que existia entre os mortais, chamada de Floresta dos Encontros (tem esse nome, pois todos os amantes que lá se refugiam, tem seus atos de amor encobertos, ou seja, nem mortal nem imortal conseguem ver através das copas). Foi com essa alegria que meu irmão nasceu.

Odracir, seu nome divino, é aquele que torna todas as cituações em momentos de alegria e felicidade. Meu pai contou que ele nasceu com um sorriso iliminado. Seus cabelos eram negros como os de meu pai. Olhos extremamente verdes que faziam qualquer um se tranquilizar.  Ele, meu pai, sempre dizia que só de olha-lo, as dores do passado sumiam por algum tempo.

A alegria deles durou pouco, pois meu avô, Orhati, devastou a floresta e os descobriu. Ele tomou meu irmão e o trancafiou junto de mim. O deus atemporal tomou minha mãe em seus braços, a abraçou e disse:

– Tu és a mais preciosa… perdoa-me pelo que farei asseguir… – uma lagrima saiu de seu rosto e a puniu.

Ele a lançou céu afora e a fez colidir com o espaço, tranformando no céu estrelado, deixando-a longe de meu pai por toda eternidade.

Meu avô, em outros momentos, também puniu suas outras filhas: Adinavi, a Lua, só podia ver seu amado durante as noites, exeto em caso de Lua nova ou eclipse lunar; Avidi, o Sol, só poderia visitar seu marido de dia, exeto em caso de eclipse Solar; Ardinas, o calendário, uma vez por ano sem restrinções.

Foi nesse momento de furia que o deus das emoções enrraiveceu, seus sentimentos se fundiram com os fragmentos das estrelas e nasceu aquela que detem a furia em suas mãos, Anigéria. Ela tinha os cabelos castanhos avermelhados, olhos escuros, que à luz solar tornavam-se vermelhos e uma pele acobreada.

Meu pai segurou sua filha nos braços e suplicou ao meu avô que devolvesse a mim e a meu irmão, para que ele tenha alguma recordação de minha mãe.

Ele ignorou seu pedido e disse que as estrelas da noite bastavam para isso e, tomou minha irmã.

Eu nunca mais vi meu pai, dizem que ele se dividiu em varios fragmentos de tristeza, alegria, raiva e muitas outras emoções e agora faz parte do ser humano. Já minha amada mãe, todas as noites eu ainda posso admira-la por mais um instante.

Foi assim que eu nasci, como ganhei irmãos e como perdi meus pais.

Agora que você já sabe um pouco de mim, direi meu nome: Me chamo Otaner, a profunda tristeza, muito prazer.

 

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CAP.00

PREFACIO

Eu sou tudo o que o mundo não busca, mas também sou tudo o que ele tem.

Eu sou a ruina das vidas, a perda de algo querido e o principio de toda auto destruição.

Sei que me conhece muito bem, pois estou sempre ao seu lado, mas mesmo não precisando me apresentar, eu lhe darei uma luz, apesar de não gostar muito dela…

Bom, eu sou o irmão da alegria, aquilo que você tanto persegue,  e da raiva, aquele sentimento que te domina quando nada sai como o esperado.  Tenho um nome proprio, divino, mas prefiro meu apelido, tristeza. Eu disse que já era um conhecido seu.

Nem sempre eu existi. Tenho um pai e uma mãe, do mesmo jeito que você.  A única diferença é que eu sou divino e faço o que eu bem entender com sua mera vida humana.

Isso é só um prefacio, um momento de reflexão e um pouquinho do que virá.